O Rastro, o melhor filme de terror brasileiro até hoje



Pessoal, tenho uma novidade maravilhosa pra compartilhar com vocês! Eu agora estou trabalhando em uma rede de cinemas aqui do Brasil, o Multicine Cinemas! Ele é de Goiânia, mas está espalhado por 12 cidades em todo o país (até agora!) e como trabalho no marketing de lá, estou ganhando o apoio de lá para assistir mais filmes do que nunca! Por isso, eu incentivo a todos a correrem atrás dos seus sonhos! Nunca desistam! E conheçam o Muticine! Vocês vão amar, tenho certeza!

Mas vamos ao filme de hoje: O Rastro. Quem me conhece sabe o quanto gosto de incentivar o cinema brasileiro e procuro combater o preconceito das pessoas que pensam que o cinema nacional é ruim ou apenas comédias forçadas estilo Globo Filmes. Somos muito mais do que isso! Temos um trabalho audiovisual incrível que está só crescendo e melhorando a cada dia! E O Rastro me deu muito orgulho, provou que estamos no caminho certo!

A saga gira em torno do médico e funcionário da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, João Rocha, interpretado pelo Rafael Cardoso, que fica obcecado com o desparecimento de uma paciente que some quando vai ser transferida de um hospital que está prestes a fechar, pois só está dando prejuízo para o Estado. Então, ele inicia uma jornada para descobrir o que aconteceu com a garota e os mistérios e segredos que envolvem o lugar.

O gênero da obra é terror, mas na verdade se trata de um pano de fundo para a real trama: a crítica à política e à saúde brasileiras, que todos sabemos que é caótica. E a narrativa não podia ter chegado em hora melhor, visto a situação em que o nosso país se encontra atualmente, pior do que nunca.
Por isso, a obra se firma duplamente, como filme de terror e como crítica política e social. Mais um prêmio bônus pra produção, que além de um bom roteiro (mesmo com alguns furos), plot twist surpreendente e nada esperado por nós espectadores, conta com atuações fodas da Leandra Leal e do Rafael Cardoso. E aqui também deixo a minha homenagem para o saudoso Domingos Montagner, em que este foi um dos seus últimos trabalhos antes de falecer naquela fatídica tragédia no rio São Francisco.

Agora chegou uma parte que não quero dar spoiler, mas preciso comentar que os fantasmas que aparecem na narrativa, ao menos ao meu ver, não tratam de assombrações propriamente ditas, mas de fantasmas e monstros que estão dentro da cabeça dos culpados da história, os vilões, que aparecem para assombrar sua consciência e jogar na cara deles e na nossa o quanto se sentem culpados, o famoso "monster inside of my head".

E a pergunta que não quer calar: até que enfim um filme de terror brasileiro conseguiu dar medo? Sim, conseguiu! E sabe qual o segredo do sucesso? Os efeitos foram feitos durantes as filmagens, são os chamados efeitos práticos. E não foram feitos com efeitos especiais na pós produção. Aliás, essa é uma dica de ouro: se você tá produzindo um filme e tem baixo orçamento, procure não inventar, nem forçar um efeito especial meia boca, faça tudo na gravação, na produção do filme. É a melhor maneira de garantir o sucesso da sua obra audiovisual. 

Outro ponto alto do filme é a mixagem de som, que é muito bem produzida e causa o medo necessário. Contrariando a maioria dos filme nacionais, que no quesito som, infelizmente deixam um pouco a desejar. Concluindo, O Rastro é muito, muito bom, tanto que digo sem medo: é o melhor filme de terror brasileiro feito até hoje! Então, se você gosta de filmes de terror, vale a pena dar uma chance para O Rastro e para o cinema produzido aqui no Brasil!

Comentários

Postagens mais visitadas