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Oz, Mágico e Poderoso


Apesar de os catorze livros da série sobre a Terra de Oz do escritor L. Frank Baum estarem em domínio público e possam ser adaptados por quem desejar, o longa de 1939, que é o roteiro adaptado do primeiro livro da série, é de propriedade da Warner, não cedendo direitos a outros estúdios para uma nova versão do clássico. Porém a  Disney e o Diretor Sam Raimi ( trilogia Homem-Aranha) acharam uma saída brilhante ao dar uma nova forma à história fazendo apenas referências consideráveis ao clássico do Technicolor (uma marca norte-americana pertencente à Technicolor Motion Picture Corporation em que o processo consistia na coloração dos filmes. Foi utilizado até a década de 60. Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor - como muitos acreditam - O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica; as sequências no Kansas possuem um preto-e-branco com tons em marrom, enquanto as cenas em Oz recebem as cores do Technicolor) e dando novas características à trama. E na minha concepção, é isso o que torna a obra ainda mais interessante, poder ver a história sobre outro viés, pois não se trata daquela saga (linda, porém clichê) de Dorothy, o espantalho que deseja um cérebro para ter pensamentos incríveis, o leão covarde que deseja ser corajoso como os outros de sua espécie e o homem de lata, que após ter sido transformando em lata através de um feitiço lançado por uma bruxa deseja um coração de verdade para voltar a ter sentimentos. É aí que está o verdadeiro encanto.

James Franco como Oz

Oz, Mágico e Poderoso (The Great and Powerful, 2013) associa elementos dos vários lia trama clássica com a nova versão transitando entre seus limites. Aborda além da chegada de Oscar Diggs (Oz - interpretado por James Franco) até se tornar o poderoso e famoso Mágico de Oz, construindo o início do que seria o enredo que já retratado, com inserção de personagens da antiga adaptação.

Michelle Williams é Glinda (bruxa boa)

O espectador  verá apenas alusões ao mundo que já conhece tão bem, como a bruxa má do oeste, com o estereótipo de rosto verde, queixo e chapéu pontudos (que o filme de 39 inventou), os cavalos de diferentes cores e o visual da Cidade das Esmeraldas que lembram vagamente O Mágico de Oz de 1939. Também há elementos de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton por se tratar de um filme deslumbrante, figurinos fantasiosos e trazer a temática de guerra dentro de uma fantasia 3D. Outro a que possui semelhanças é A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese por fazer um elogio às origens do cinema e citar a descoberta do cinemascópio.

Milla Kunis dá vida à Bruxa Má do Oeste (Theodora)

Apesar de ter figurinos bem construídos, computação gráfica e tecnologia 3D excelentes e uma atuação linda de Franco, trata de um cinema de câmeras aéreas e panorâmicas que não aprofunda verdadeiramente a história, se tornando um filme mais para entretenimento e que veio somente para ser deslumbrante com finalidade única de encher os olhos do seu público.

Rachel Weisz é a Bruxa Má do Leste (Evanora)
  
Quando fui comprar meu ingresso, o atendente do cinema falou que priorizaram sessões dubladas para as crianças, talvez aí esteja a explicação por ser um filme sem profundidade e que prioriza o deslumbramento das imagens.

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