A Múmia, um filme irrelevante


Mais um review lindo que é oferecimento do maravilhoso Multicine Cinemas! Um abraço a todos os meus colegas de lá e meu muito obrigada pelo apoio e incentivo. Sem mais delongas, vamos ao filme de hoje: A Múmia.

O reboot da Múmia faz parte do novo Dark Universe (universo de deuses e monstros) da Universal Studios e, por isso visou abordar a história com elementos de terror e de uma maneira mais sombria do que a versão de 1999 com o Brendan Fraser e a Rachel Weisz, que é mais voltada para os gêneros aventura e ação. E, sinceramente, ao meu ver, não havia necessidade de um novo filme da Múmia, mas entendo que foi feito para essa introdução. Inclusive, a obra já deixa gancho para as próximas narrativas e mostra que será um universo compartilhado como da Marvel e DC Comics. E, o que muita gente não percebeu é que o personagem do Russell Crowe não tá ali à toa, ele é um monstro do Dark Universe, de uma história não muito famosa e que é antiga, por isso, muitos não conhece. Ele é o Dr. Henry Jekyll e Mr. Hyde, da novela gótica com elementos de ficção científica e terror, intitulada O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, mas que aqui no Brasil recebeu o título de O Médico e o Monstro. A narrativa aborda o transtorno de múltipla personalidade, onde há duas personalidades existentes no Dr. Jekyll. E, além de inserir esse personagem em particular, Crowe nos situa sobre o universo expandido de deuses e monstros.

Apesar dessa introdução do Dr. Jekyll, ele não será o próximo filme do Dark Universe, e sim A Noiva de Frankstein, que chega às telonas em 2019. E, voltando à Múmia, eu realmente prefiro a versão de 1999 (que assistia com meu pai no sofá da sala. Bons tempos!), que possui muito mais elementos interessantes, com personagens envolventes e profundos. Nesta versão, os personagens não têm camadas, são muito superficiais, sem graça e sem carisma. Além disso, o filme flerta com diversos gêneros além do terror, como a comédia, aventura e ação, contudo não consegue excelência em nenhum. E não, o Tom Cruise não salvou! Mesmo com a sua famosa corridinha, ele não conseguiu essa missão impossível. Pelo contrário, ele atrapalhou demais. A equipe soltou na mídia que ele exigiu em seu contrato que tivesse o dobro do tempo de tela que estava previsto, e ele levou o seu próprio editor e alterou todo o rumo da história com essa exigência. Resultado? Overdose de Tom Cruise!

Os únicos pontos que realmente ganharam o meu coração, foi que a múmia é mulher, e uma mulher poderosa que lutou pelo que queria, de uma maneira bem errada, mas lutou. É um tipo de girl power e deu destaque para as mulheres. Ah, e também os figurinos, direção de arte, fotografia e efeitos especiais, que são magníficos. E, por fim, os easter eggs que o diretor Alex Kurtzman colocou fazendo referência à versão de 99, como um livro que fica na sala do Dr. Jekyll, que apareceu bastante na narrativa anterior, e que conta a história de grandes reis e, posteriormente múmias do Egito. Porém, o roteiro, direção e atuação deixam muito a desejar.

Apesar de todos esses elementos fracos, o filme vai agradar muito quem gosta desse tipo de filme de aventura misturado com terror e, principalmente, que ama Wakling Dead, já que tem umas múmias que tão bem mais pra zumbi. Tinha horas que eu não sabia se tava vendo a série ou o filme. Ou se eu tava num cross over das duas.

Concluindo, a Universal foi com tanta sede ao pote de expandir a sua nova fase, que se preocupou somente em introduzir elementos e mencionar sobre as próximas histórias, e se esqueceu de contar um enredo bem redondinho e bem amarrado nesse capítulo introdutório. Infelizmente, ela nos entregou um filme irrelevante e nada marcante.

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